Uma lavandaria, sete indivíduos, um crime. Assim se lança “Algodão a Frio”, a nova estreia exclusiva da RTP Play, disponível a partir de hoje, 23 de Março.
Sete estranhos ficam presos dentro de uma lavandaria self-service após um violento atropelamento, seguido de uma fuga. Sara, protagonizada por Diana Sousa Lara, é a única testemunha. Vê-se compelida a ocultar de Jorge (Paulo Calatré) — um homem enigmático com intenções obscuras — o paradeiro da vítima que ele desesperadamente procura.
Sobre a narrativa de “Algodão a Frio” pouco mais se sabe, mas, em conversa com o TV Contraluz, os criadores Ricardo Leite e André Barbosa desvendam os ingredientes que compõem a história. E com um título destes, certamente aguça a curiosidade.
«É literalmente um ciclo de lavagem», revela um dos criadores de “Algodão a Frio”, Ricardo Leite, sobre o título desta produção de seis episódios.
Apesar de ter sido um título provisório durante algum tempo, as coincidências – que incluem o facto de ser possível encontrar parelelismos na duração dos seis episódios da série no tempo que dura o ciclo de lavagem eleito por uma das personagens – ajudaram a cimentar o conceito. Até porque, acrescenta Ricardo Leite, «(…) a lavandaria acaba por ser a personagem principal da série».

Uma lavandaria enquanto cenário único promete ser um desafio e uma benesse. Uma história sem «estímulos externos» exige uma criatividade diferente na busca de soluções «mirabolantes», segundo revelam os criadores. Acima de tudo, confessam, foi um desafio que lhes permitiu «fazer uma história verdadeiramente honesta e humana».
De uma ideia que parte de uma insónia de um dos autores, há cinco anos, a história foi ganhando novas interacções e contornos até à narrativa que hoje se faz ver em “Algodão a Frio”. Por debates, desenhos e decisões, foram-se construindo os indivíduos que agora tomam conta da acção da história.
Destes sete desconhecidos, tudo se pode esperar. «São personagens muito ecléticas (…) de estratos sociais completamente diferentes, com vidas completamente diferentes, que acabam por ter de conviver ali porque estão fisicamente fechados naquela lavandaria», conta-nos o co-argumentista André Barbosa.
A Diana Sousa Lara e Paulo Calatré juntam-se ainda outros nomes conhecidos da televisão portuguesa para completar o role de personagens que constroem a narrativa da série.
Vitor Silva Costa dá vida a Nuno, um jovem “impulsivo e ganancioso”, segundo desvendado em comunicado de imprensa; Catarina Avelar interpresa a solitária e “cautelosa” Noémia; Dinarte Branco é Américo, um segurança privado com o sentido de “dever bem cumprido”; Rodrigo Saraiva é Santos Milhões, o “tolo da aldeia” que, aparentemente, herdou uma fortuna milionária; Ana Marta Ferreira dá vida a Fáfá, um “produto de supermercado”, frívola e “oca”.
“Algodão a Frio” traz consigo uma sequência de acção e emoções que prometem seis episódios de total tensão. «Há muitas mudanças de tom dentro do próprio espaço», oferece André Barbosa. Promete que os episódios são «muito diferentes uns dos outros», permitindo manter o público preso ao ecrã. A banda sonora, acrescenta, «vai evoluindo com a história” ajudando o espectador a navegar «as melodias de cada personagem com a melodia do espaço em si».
Os seis episódios de “Algodão a Frio” estão disponíveis na RTP Play com uma história, garantem os co-criadores, «muito inusitada».
