Open Cities é a nova produtora cinematográfica a assentar em Portugal

Com sede em Lisboa e um escritório em Nova Iorque, a Open Cities propõe-se a ser uma fonte de suporte para os criadores de cinema independentes através do recurso à tecnologia e à inteligência artificial.

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MASOOD ASLAMI

Há uma nova produtora a assentar raízes em Portugal. Open Cities junta Joana Vicente, CEO do festival Sundance e ex Directora Executiva do Toronto Internacional Film Festival, Tony Gonçalves, ex CRO da Warner Media, o produtor Jason Kliot e o investidor Filipe de Botton numa nova iniciativa cinematográfica sedeada em Lisboa.

Com um escritório em Nova Iorque, a Open Cities apresenta-se como uma produtora cujo propósito é o de “ajudar criadores independentes a desenvolver um trabalho mais ambicioso com orçamentos sustentáveis”, recorrendo à aceleração tecnológica.

A sua chegada a terras lusitanas vem com a iniciação de um programa de aceleração de três meses, que começa de forma virtual, passando por processos de “refinamento de argumentos, mentoria individual e a integração guiada e intencional de novas ferramentas de produção e tecnologias emergentes” que incluem o “uso informado de Inteligência Artificial (IA)”, segundo comunicado de imprensa partilhado pela própria entidade.

O programa de três meses alavancado pela Open Cities irá culminar numa semana de sessões imersivas on-site. Após esta semana, um número limitado de projectos será seleccionado para financiamento e produção, não descurando o trabalho feito com os restantes participantes com os argumentos submetidos bem como a criação de um calendário e guia de trabalho de produção e materiais.

“Numa fase em que o cinema independente se sente mais frágil, nós vemos possibilidades enormes”, revela Joana Vicente, co-fundadora e CEO da Open Cities, em comunicado de imprensa. “Ao construir um espaço de experimentação artística, estamos a construir também um ambiente onde a inovação tecnológica e a criatividade podem crescer juntas, apoiando o desenvolvimento artístico e permitindo aos criadores que contem as suas histórias ambiciosas”.

O programa de aceleração irá iniciar a fase de submissões no dia 15 de Março de 2026 e irá decorrer virtualmente entre Agosto e Novembro.

Apesar da força com que se estabelece em Portugal, a Open Cities conta com investidores não só portugueses, mas também com origem no Brasil e nos Estados Unidos da América, reflectindo a natureza global do cinema independente. Para além do programa de aceleração anunciado, a Open Cities compromete-se em juntar especialistas em produção cinematográfica, tecnologia e operações globais de entretenimento com o intuito de apoiar filmes com potencial de distribuição mundial.